domingo, 11 de novembro de 2012

Cabo Frio




Forte São Mateus

No período colonial, o Brasil ocupava um lugar importante nos interesses mercantis e políticos da Europa. Durante a expansão colonial no Atlântico Sul, os europeus tiveram aqui um ponto de apoio e um alvo considerável. Ao longo da costa atlântica, Cabo Frio foi uma das primeiras feitorias estabelecidas no extenso litoral. Supostamente fundada por Américo Vespúcio em 1503, a feitoria portuguesa registrava, em 1526, a presença de treze homens chefiados pelo feitor Manoel Braga, segundo os dados registrados na viagem guarda-costas de João Caboto.
Cabo Frio
Portanto, tornava-se necessário uma política de defesa do território por parte das metrópoles colonizadoras, que passasse pela fundação de feitorias, vilas, cidades e fortificações. Essas garantiam, além da exploração econômica da região, a solidez dos regimes políticos da Europa. A formação de núcleos de povoamento era uma exigência à instalação de fortes e fortalezas, no princípio, pela abundância do pau-brasil. Dessa maneira, os principais núcleos de povoamento do litoral norte fluminense foram fundados a partir da construção do Forte São Mateus. Cabo Frio primeiro, depois Campos dos Goitacazes e Macaé, entre outras. Abriam-se, portanto, os caminhos em busca do sertão.
Havia no litoral brasileiro, nos primeiros anos do século XVII, cento e trinta e uma “bocas de fogo” para defender a colônia portuguesa. O Forte São Mateus fazia parte dessa estratégia de defesa. Nos reinados dos Felipes de Espanha, durante a União Ibérica (1580-1640), reforçava sua linha de fortificações no território ultramar, para proteger suas possessões. Nesse sentido, o Forte cumpria um objetivo militar e geopolítico.
Os franceses, ao tentarem estabelecer-se em Cabo Frio na segunda metade do século XVI, depois de serem expulsos do Rio de Janeiro, construíram um pequeno forte ou reduto (Casa da Pedra), demolido posteriormente pelas autoridades coloniais. Em seu ligar surgiria a Fortaleza de Santo Inácio, consagrando o auto de fundação da cidade, em 13 de novembro de 1615. Anos depois (1616-1620), por questões logísticas seria erguido, por ordens de Felipe II de Espanha, o Forte São Mateus, construído por portugueses e índios tamoios chefiados por Estevão Gomes. O forte, localizado na Boca da Barra - entrada do Canal do Itajurú, é uma das mais antigas obras da arquitetura colonial latino-americana.
Construídas em pedra e argamassa, utilizando cal e óleo de baleia, fortes e fortalezas, na maioria das vezes, exibiam uma arquitetura em linhas retas, que formavam cortinas extensas, interrompidas por torres ou baluartes de formas simples. O Forte São Mateus é parte do patrimônio histórico nacional e compõe junto com a Praia do Forte um dos mais belos cartões postais do litoral do Brasil.

Igreja Matriz de Nossa Senhora de Assumpção

A Igreja Matriz Nossa Senhora da Assumpção de Cabo Frio viu nascer a cidade. Por ordem de Dom João V foi erguida e para ela mandou que se desse um sino e alguns ornamentos, e “mandou igualmente assistir com dois mil cruzeiros para o retábulo do altar de Nossa Senhora Aparecida”. Construída em 1615, em estilo jesuítico, seus altares são barrocos: no altar-mor está a imagem da padroeira, esculpida em madeira ricamente estofada feita em Lisboa.
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Para algumas obras, concorreu a Fazenda Real (provisões de 14-06-1724) que mandou pagar a importância de um retábulo de madeira lisa pintado à semelhança de pedra, para a Capela Mór. É a sétima igreja mais antiga do Brasil. Localiza-se na praça Porto Rocha, no centro da cidade.

Malibu

Área mais nobre da cidade, possui melhor trecho da Praia do Forte, com águas calmas e areia marítima sem valas. Hotéis, restaurantes, bares e lojas de roupas e moda praia situam-se neste trecho. Destaque também para pizzarias e jogos (games) no local.
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Morro da Guia

O Morro da Guia possui o maior mirante de Cabo Frio e oferece uma belíssima vista da cidade. Dele é possível se ver todo o Centro e bairros entornos, além do Canal Itajurú e Praia do Forte.
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Nele está a Capela Nossa Senhora da Guia, construída em 1740, pela Câmara Municipal, em homenagem à Sagrada Família (Ordem Franciscana). A capela não só é parte de um conjunto arquitetônico religioso de expressiva riqueza, como faz parte de um importante conjunto patrimonial.
O Morro da Guia apresenta em seu entorno uma vasta coleção de espécies nativas da restinga e da mata atlântica e diversas pedras sulcadas que formam um sítio arqueológico datado do período Arcaico ou Pré-cerâmico (2.200 A.C. a 500 D.C.). Desde 2005, a Capela passou a ser um santuário dotado de um retábulo com a imagem de Nossa Senhora da Guia.

Morro do Arpoador

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O Morro do Arpoador, localizado na Boca da Barra – próximo ao Forte São Mateus, é definido como o ponto em que o navegador italiano Américo Vespúcio aportou e instalou a primeira Fortaleza – Feitoria portuguesa no Brasil em 1503. Também é o marco de fundação da cidade (13 de novembro de 1615).
O Morro da Guia apresenta em seu entorno uma vasta coleção de espécies nativas da restinga e da mata atlântica e diversas pedras sulcadas que formam um sítio arqueológico datado do período Arcaico ou Pré-cerâmico (2.200 A.C. a 500 D.C.). Desde 2005, a Capela passou a ser um santuário dotado de um retábulo com a imagem de Nossa Senhora da Guia.

Museu do Surf

Berço de surfistas como o campeão brasileiro Victor Ribas, Cabo Frio conta com o Museu do Surf, considerado o maior da América Latina. No acervo estão mais de 300 pranchas nacionais e importadas - algumas das décadas de 40 e 50 -, além de livros, roupas, troféus, skates, fotos, vídeos e documentos que ajudam a contar um pouco da história do surf no Brasil e no mundo.
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As visitas guiadas são comandadas pelos proprietários a partir das 10h. O Museu do Surf está localizado à Rua Jorge Lóssio, 899, bairro Centro.

Parque das Dunas

O Parque das Dunas, localizado no bairro Foguete, constitui o mais importante registro ativo eólico do sudeste brasileiro. A areia que forma as dunas tem origem nos depósitos marinhos adjacentes, de onde são removidos e lançados na praia pela ação das ondas.
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Entre as dunas do parque, destaque para a Duna Dama Branca, que apresenta uma altura de 33 metros. Sua movimentação é lenta e gradual, soterrando a planície costeira coberta por vegetação de restinga. Além da excepcional beleza geológica e paisagística, a Duna Dama Branca é a maior duna isolada do sudeste brasileiro e foi tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC) em 1988.
No parque a segurança é feita por dois quadriciclos da Polícia Militar, e alguns pontos se pratica o esporte Sandboar.

Passagem

O bairro Passagem ainda mantém características da época da fundação da cidade, pois ali surgiram as primeiras construções como o Largo de São Benedito e a Igreja de São Benedito.
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O Largo de São Benedito abrangia da Rua Grande (ex-Penha e atual Manoel Antônio Ribeiro) até a Igreja, onde os pescadores estendiam suas redes e observavam os barcos ancorados em frente. A festa em homenagem ao Santo Padroeiro dos negros no Brasil era promovida pela Irmandade de São Benedito. Até as décadas iniciais do século XX, as comemorações tinham a participação majoritária da população negra de Cabo Frio. No meio de barraquinhas, prendas e leilões, cantava-se e dançava-se o "jongo".
O Largo está situado na margem de restinga do Canal do Itajurú. É a área de povoação portuguesa mais antiga de Cabo Frio e o único núcleo urbano entre 1616 e 1660. Sua denominação provém do ponto de embarque e desembarque de pessoas e mercadorias que atravessavam o Canal do Itajurú. Após a transferência do centro administrativo da Cidade para o Largo da Matriz (atual Praça Porto Rocha), entre 1661 e 1662, o porto e bairro da Passagem consolidaram-se como local de moradia e trabalho.
A festa de Nossa Senhora dos Navegantes também era comemorada pela população da Passagem, sendo palco de brigas famosas entre capoeiras e policiais, ao som de tambores, palmas e cantigas de “bangulê”.
Já a Igreja de São Benedito foi fundada por João Botelho, em 1761, no largo para abrigar os escravos que se associavam em irmandades. A pequenina Igreja de São Benedito é um primor de arquitetura religiosa colonial. O seu interior é relativamente modesto. Até a segunda metade do século XIX, os membros da Irmandade eram enterrados sob o piso da nave. O historiador Hanssen (1988) ensina que a "simplicidade da construção e da parte interna, a localização numa pracinha à sombra de velhas árvores, as modestas casas de moradores ao seu redor, do tempo passado, tudo ali respira paz e tranqüilidade". Em 1989, a Igreja de São Benedito foi declarada bem patrimonial cultural, protegida pelo Município.
Uma bela visão do Forte se pode ter a noite, admirando-o de longe, com sua iluminação especial e colorida, que refletida nas águas calmas da praia é um espetáculo a parte.
Seguindo pela Avenida Assunção até o final é só virar à direita ou seguir pela Avenida do Contorno, até o final da Praia do Forte e virar à esquerda e você chega a Passagem. Bom passeio.

Rio São João

Cabo Frio

Rua dos Biquinis

Situada no bairro Gamboa, a Rua dos Biquínis é conhecida internacionalmente como a maior rede de moda praia da América Latina, sendo até mesmo citada no Guiness Book. Possui mais de cem lojas cujo seus produtos são vendidos em todo o Brasil e exportados para diversos países da Europa, Asia e América.
Para chegar à Rua dos Biquínis, que fica do outro lado do Canal do Itajurú, é preciso atravessar a Ponte Feliciano Sodré e virar à direita. Do centro da cidade é possível ir á pé. O horário de funcionamento é a partir das 9h. E na alta temporada, as lojas não fecham antes da meia-noite.

Sambaquis

Cabo Frio possuí mais de 20 sambaquis, muitos deles demarcados e protegidos. O trecho do final da Praia do Forte é um desses exemplos. Sambaquis são sítios arqueológicos onde foram encontradas ossadas de índios que viveram na Região, há séculos. Em breve fotos e texto.
Fonte: cabofrio.rj.gov.br
Cabo Frio



Cabo Frio é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro. Localiza-se a 22º52'46" de latitude sul e 42º01'07" de longitude oeste, a uma altitude de quatro metros acima do nível do mar. Faz divisa com Armação dos Búzios a leste, Arraial do Cabo a sul, Araruama e São Pedro da Aldeia a oeste, e Casimiro de Abreu e Silva Jardim a norte. É o sétimo município mais antigo do Brasil e o principal da Região dos Lagos. Possui 190 786 habitantes, segundo estimativa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2011. É muito conhecido por suas atrações turísticas, como a Praia do Forte.

História

A ocupação humana das terras onde viria se estabelecer o município de Cabo Frio teve início há mais ou menos 6 000 anos, quando um pequeno bando nômade de famílias chegou em canoas pelo mar e acampou no Morro dos Índios, então uma pequena ilha rochosa na atual barra da Lagoa de Araruama e ponto litorâneo extremo da margem de restinga do Canal do Itajuru.
Conforme as evidências arqueológicas encontradas nesse sambaqui, que mais tarde seria abandonado pelo esgotamento de recursos para sobrevivência, o grupo nômade dispunha de tecnologia rudimentar e baseava-se numa economia de coleta, pesca e caça, onde os moluscos representavam quase todo o resultado do esforço para fins de alimentação e adorno. Há mais de 1 500 anos, os guerreiros indígenas tupinambás começaram a conquista do litoral da região.
Os restos arqueológicos das aldeias tupinambás na região de Cabo Frio ("Três Vendas", em Araruama e Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia em São Pedro da Aldeia) e também nos acampamentos de pesca ("Praia Grande", no Arraial do Cabo) evidenciam uma adaptação ecológica mais eficaz que a dos bandos nômades pioneiros. O profundo conhecimento biológico da paisagem regional, em particular da Lagoa de Araruama e dos mares costeiros riquíssimos em recursos naturais, fez com que o pescado se tornasse a base alimentar dos tupinambás, reforçada pela captura de crustáceos, gastrópodes e moluscos.
A vegetação de restingas e mangues da orla marítima oferecia excepcionais possibilidades de coleta de recursos silvestres, o que levou ainda à horticultura de várias espécies botânicas, destacando-se a forte presença da mandioca no cardápio, bem como ao domínio das técnicas de cerâmica. A caça, atividade masculina exclusiva, era muito importante como complemento de proteínas na dieta alimentar dos grupos locais.
Os índios tupinambás batizaram a região de Cabo Frio como "Gecay", que era o nome do único tempero da sua cozinha, feito com sal grosso cristalizado. Nos terrenos onde viria a se estabelecer a município de Cabo Frio, foram encontrados quatro possíveis sítios tupinambás. Os dois primeiros, o Morro dos Índios e a Duna Boavista, apresentam indícios de serem acampamentos de pesca e coleta de moluscos, enquanto o terceiro, a Fonte do Itajuru, próxima do morro de mesmo nome, era a única forma segura de abastecimento de água potável e corrente disponível na restinga.
Na referida elevação junto à fonte, o atual Morro da Guia, acha-se o sítio mais importante da região e um dos mais relevantes do Brasil pré-cabralino: o santuário da mitologia tupinambá, formado pelo complexo de pedras sagradas do Itajuru ("bocas de pedra" em tupi). Sobre estes blocos de granito preto e granulação finíssima, com sulcos e pequenas depressões circulares, os índios contavam histórias do seus heróis feiticeiros que ensinavam as artes de viver e amar a vida. Quando estes heróis civilizadores morriam, transformavam-se em estrelas, até que o sol decidisse enviá-los ao Itajuru, sob forma de pedras sagradas, para serem veneradas pela humanidade. Caso fossem quebradas ou roubadas, todos os índios desapareceriam da face da terra.
Em 1503, a terceira expedição naval portuguesa para reconhecimento do litoral brasileiro sofreu um naufrágio em Fernando de Noronha e a frota remanescente se dispersou. Dois navios, sob o comando de Américo Vespúcio, seguiram viagem até a Bahia e depois até Cabo Frio. Junto ao porto da barra de Araruama, os expedicionários construíram e guarneceram com 24 cristãos uma fortaleza-feitoria para explorar o pau-brasil, abundante na margem continental da lagoa.
Este estabelecimento comercial-militar pioneiro, que efetivou a posse portuguesa da nova terra descoberta e que deu início a conquista do continente americano, foi destruído, em 1526, pelos índios tupinambás, em função das "muitas desordens e desavenças que entre eles houve".
Os franceses traficavam pau-brasil e outras mercadorias com os índios, na costa brasileira, desde 1504. Durante as três primeiras décadas do século XVI, praticamente restringiram sua atuação ao litoral da região nordeste. A partir de 1540, por causa do rigoroso policiamento naval português nestes mares, os franceses exploraram o litoral e levantaram os recursos naturais de Cabo Frio. Em 1556, construíram uma fortaleza-feitoria para exploração de pau-brasil, na mesma ilhota utilizada anteriormente pelos portugueses, junto ao porto da barra de Araruama. A Maison de Pierre ("Casa de Pedra") cabofriense ampliou e consolidou o domínio francês no litoral sudeste, iniciado com o Forte Coligny no Rio de Janeiro, um ano antes.

Hidrografia

Cabo Frio possui algumas das praias mais belas do Rio de Janeiro e do país. A Praia do Forte possui uma beleza inigualável, apresentando aos turistas suas areias brancas e suas águas cristalinas que se mostram em tons esverdeados ou azul-claro. Nesta praia, podemos contemplar também o Forte de São Mateus do Cabo Frio, monumento histórico, situado no canto esquerdo da praia, que, no período da colonização portuguesa, defendeu a costa da região de invasões estrangeiras e de piratas.
Além da Praia do Forte, Cabo Frio possui as seguintes praias: Praia da Brava, Praia de Peró, Praia de Conchas, sendo as praias de Unamar e Aquarius no segundo distrito (Tamoios).
Praia do Forte
A principal praia de Cabo Frio também é conhecida como Praia da Barra e tem 7,5 km de extensão. A praia é um dos cartões-postais da cidade e ponto de jovens e de turistas. Em seu extremo esquerdo, fica o Forte de São Mateus do Cabo Frio, construção do século XVII. Uma praça de alimentação oferece grande variedade de petiscos. De mar aberto, a praia foi considerada por velejadores internacionais como a maior raia do mundo para a prática do esporte[6].
Praia do Peró e Praia das Conchas
Distante sete km do Centro de Cabo Frio, a Praia do Peró tem sete km de extensão e é separada da Praia das Conchas por um pequeno canal. Suas águas são límpidas e a temperatura em torno dos 22 graus centígrados, própria para a prática do surfe. A Praia das Conchas é frequentada pelos aficcionados pela pesca de arremesso. Os peixes mais capturados nesta praia são badejo, anchova e tainha. O lugar oferece também uma bela vista das ilhas de Cabo Frio. Em toda sua orla, existem quiosques, restaurantes e música ao vivo.
Praia de São Bento
Localizada a setecentos metros do Centro, tem formação lacustre e é banhada pelo Canal do Itajuru. Tem quatrocentos metros de extensão. A área em torno da praia é residencial. Dela, se avista o bairro da Gamboa, a Ponte Feliciano Sodré e a Nova Ponte.
Praia do Siqueira
Localizada a cinco km do centro. Nela, se concentra a pesca do camarão. A praia é lacustre. Em torno dela, se encontra a Igreja de São Pedro e a Praça Júlia Fonseca. Situada às margens da Lagoa de Araruama, a Praia do Siqueira possui calçadão iluminado e quiosques com música ao vivo. A praia tem dois km de extensão e suas águas têm temperatura entre 24 e 26 graus centígrados.
Praia do Sudoeste
Próxima ao Aeroporto de Cabo Frio, a Praia do Sudoeste faz parte da Lagoa de Araruama. É própria para piqueniques. Também possui alta salinidade, o que requer muito cuidado na exposição ao sol.
Praia das Dunas
A praia mais apropriada para a prática do surfe, pela força de suas ondas, é cercada por enormes dunas de areias brancas. O acesso pode ser feito pelo bairro do Braga ou, ainda, seguindo até o final da Praia do Forte. É recomendado cuidado no banho de mar nesta praia, onde é grande a presença de redemoinhos, formados por correntezas.
Praia do Foguete
Famosa por suas águas frias, é uma praia de águas profundas e bastante perigosa por suas correntezas. No entanto, a praia é boa opção para quem quer tranquilidade, pois não é muito frequentada, como a Praia do Forte. Fica no quilômetro quatro da estrada que liga Cabo Frio a Arraial do Cabo.
Praia das Palmeiras
Situada no bairro das Palmeiras, distante três km do Centro, a Praia das Palmeiras fica na Lagoa de Araruama e é própria para a captura de camarão e siri. Em sua paisagem, encontram-se muitas embarcações de pesca. No local, existem quiosques e barracas com aperitivos, pescados da região e música ao vivo. Também podem ser encontradas grandes quantidades de conchas. A praia é cercada por altas palmeiras e coqueiros, que deram nome ao bairro.
Praia Brava
Cercada por escarpas de uns vinte metros de altura, com quatrocentos metros de extensão, a Praia Brava tem, à sua frente, a Ilha dos Papagaios, um local bastante selvagem. Com águas claras e muito agitadas, é a praia a onde se pratica o nudismo. É também muito procurada por surfistas. Está situada entre a Ponta do Peró e o Morro do Farolete (Ogiva). O final do percurso é feito a pé, por uma trilha de pedra em terreno em declive.
Ilha do Japonês
Entre as inúmeras ilhas de Cabo Frio, destacam-se a Ilha dos Anjos, onde se pesca o melhor camarão da região; a Ilha dos Pargos, rica em anchovas; Ilha Dois Irmãos, Ilhas dos Papagaios, Ilha do Japonês, famosa por proporcionar trilhas para caminhadas, e Ilha Comprida, apropriada para a prática do mergulho e pesca submarina. Durante a noite, em geral nos meses de verão, é comum a prática de arrasto de camarão sob a luz de lanternas.

Economia

Gamboa Shopping
O Gamboa Shopping é um shopping center a céu aberto na Rua José Rodrigues Póvoas (Rua dos Biquínis). O shopping possui uma cobertura com imensos toldos em formato de lírios, para amenizar o calor durante o dia. Apesar do comércio, o shopping não deixou de lado a parte natural, com jardins com bastante verdes e passarelas de madeira.

Turismo

Forte de São Mateus do Cabo Frio
Construído pelos portugueses entre 1616 e 1620 com o objetivo de defender a costa contra franceses, ingleses e holandeses que vinham em busca da imensa quantidade de pau-brasil que havia na região. Os canhões utilizados nas batalhas ainda se encontram voltados para o mar, como se estivessem prontos para defender o município de novos ataques.
A casa onde os soldados viviam serve hoje como um espaço para artesãos mostrarem seus trabalhos. Do forte, se tem uma completa vista de toda a extensão da Praia do Forte até Arraial do Cabo. Do lado oposto à praia, pode-se ver a Ilha do Japonês, local pouco explorado, com pescadores em barcos pequenos e coloridos e embarcações maiores que seguem para alto mar.
Bairro da Passagem
O bairro da Passagem surgiu como um ponto de apoio na travessia para o Canal do Itajuru e ainda mantém características da época da fundação do município, pois ali surgiram as suas primeiras construções. As riquezas arquitetônicas e históricas transformaram o local em ponto turístico.
Um belo passeio é caminhar pelas ruas estreitas e ainda com calçamento antigo, para se poder apreciar a beleza das construções antigas, as casas em estilo colonial do século passado, com suas janelinhas baixas, lampiões, todas tombadas pelo patrimônio histórico. Algumas destas casas ainda conservam as famosas telhas moldadas nas coxas das escravas grávidas[7]. A Passagem tornou-se uma vila de pescadores, após o núcleo urbano do município ter sido transferido para o Centro.
A Igreja de São Benedito, construída em 1701, faz parte do patrimônio que este bairro abriga. A capelinha foi construída especialmente para os escravos negros e prima pela simplicidade.
Monumento do Anjo Caído
Localizado no meio do Canal do Itajuru, no bairro do Portinho. O monumento leva este nome por apresentar na coluna que o sustenta uma inclinação, devido ao movimento e força das marés. O anjo foi esculpido em pedra sobre uma coluna de nove metros de altura, em homenagem à abertura do Canal Artificial Palmer, no início do século XX.

Cultura

Charitas - Museu e Casa de Cultura José de Dome
No prédio, hoje encontra-se o Museu e Casa de Cultura José de Dome. Já foi orfanato, numa época em que crianças eram abandonadas com certa frequência. Havia, no local, uma roda onde eram colocados esses bebês e retirados do outro lado, onde recebiam abrigo, alimentação e educação. Serviu também de abrigo durante a Segunda Guerra Mundial.
Construído em 1837, recebeu o nome latino Charitas (pronuncia-se "Cáritas") ou Casa de Caridade e é hoje, um espaço com atividades culturais permanentes. Promove oficinas, seminários e cursos durante todo o ano, além de apresentar espetáculos de teatro, música e dança. Aí se encontra também, em exposição permanente, a obra do artista plástico José de Dome, que viveu longo período em Cabo Frio. Fica na Avenida Assunção esquina com a Avenida Nilo Peçanha, no Centro da cidade. A visitação é de segunda a sexta-feira, das oito às vinte horas; sábados, domingos e feriados, das catorze às vinte horas.

Transporte

Ônibus
O transporte coletivo na cidade é prestado pela Auto Viação Salineira, que detém, de forma monopolizada, todo o transporte público municipal. O transporte intermunicipal também é prestado pela Auto Viação Salineira, que faz a ligação de Cabo Frio com cidades mais próximas e pela Auto Viação 1001, que liga Cabo Frio à capital, a outras cidades do interior do estado e aos estados de São Paulo e Minas Gerais.
Aeroporto
O Aeroporto de Cabo Frio possui a segunda maior pista de pouso do estado e é bastante utilizado para receber voos cargueiros destinados à indústria petrolífera. E também opera voos regulares comerciais vindos do Rio de Janeiro e serve como escala de voos vindos de Belo Horizonte, Miami e São Paulo.

Carnaval

O carnaval da cidade é um dos mais tradicionais do interior do estado do Rio de Janeiro, sendo o segundo carnaval do estado, atrás apenas da capital. Tem movimentando muitos foliões, que se divertem no Cabofolia, no final do mês de janeiro e no desfile das escolas de samba, em fevereiro.

Religião

Igreja de São Benedito
Localizada no bairro da Passagem, a igreja foi construída em 1701 com o objetivo de realizar missas para os negros, pois a discriminação racial era ainda bem forte na época.
Uma réplica de um barco de pesca foi colocada em seu altar, representando a humildade e a fé dos frequentadores.
Capela Nossa Senhora da Guia
Construída pelos padres franciscanos em 1740, esta pequena capela situada no alto do Morro da Guia oferece uma belíssima vista da cidade e é cercada de lendas.
A imagem de Nossa Senhora da Guia foi colocada na capela apenas em 1982, quando passou por uma reforma.
Conforme a lenda, havia um altar para a imagem de Nossa Senhora da Guia no Convento Nossa Senhora dos Anjos, que fica bem no pé do Morro da Guia. Porém, quando colocada neste altar, no dia seguinte, pela manhã, aparecia sempre no alto do morro. Era, então, levada para baixo e recolocada no altar e, novamente, ao amanhecer, aparecia a imagem no alto do morro. Após algumas tentativas frustradas, resolveram construir a Capela de Nossa Senhora da Guia exatamente no alto do morro, e foi colocada ali a imagem da santa, fazendo assim a sua vontade.
Após as reformas, foi construído um mirante que permite se ter uma vista panorâmica da cidade.
Tem que se fazer a subida a pé, pois a entrada de veículos só é permitida para o transporte de pessoas idosas ou portadores de necessidades especiais.
Igreja Matriz de Nossa Senhora de Assunção
O altar-mor, em estilo barroco, com detalhes em ouro, guarda a imagem da padroeira esculpida em madeira.
Esta foi a terceira imagem trazida ao Brasil no século XVII, vindo direto para a Matriz de Cabo Frio.
Uma capela foi construída em homenagem a Nossa Senhora da Conceição, do lado direito dentro da matriz.
Esta imagem de Nossa Senhora da Conceição foi encontrada em 24 de setembro de 1721 por um pescador, numa grota de pedras, num lugar chamado "Taboleiro". A imagem é feita de nogueira, medindo pouco mais de um palmo.
Fonte: pt.wikipedia.org

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Concurso Victorino Carriço: inscrições continuam abertas




Melhores poesias serão publicadas em cartilha

Continuam abertas, até o dia 30 de novembro, as inscrições para o I Concurso de Poesia Victorino Carriço.  O Concurso, que oferece prêmios de R$1 mil, R$750 e R$500 para os três melhores colocados de cada categoria, tem o principal objetivo de revelar talentos e apresentá-los à sociedade. Para isso, será feita uma cartilha que contará com as melhores poesias e será distribuída para as bibliotecas municipais, espaços culturais e instituições de ensino.
Para o secretário de Cultura de Cabo Frio, José Correia, o Concurso de Poesia Victorino Carriço é uma excelente oportunidade para revelar novos talentos:
- É um concurso que estimula a criação literária e, ao mesmo tempo, homenageia os 100 anos desse grande poeta que cantou a nossa região. Além disso, a participação dos jovens é um reconhecimento ao nosso poeta – disse.
O I Concurso de Poesia Victorino Carriço está dividido em três categorias: Infantil (de 6 a 10 anos), Juvenil (de 11 a 17 anos) e Adulto (a partir dos 18 anos). Serão premiados os três melhores textos literários de cada categoria. Além do valor em dinheiro, os vencedores receberão troféus em noite comemorativa que será realizada no dia 19 de dezembro na Casa de Cultura José de Dome – Charitas.
O tema central do concurso é: “Cabo Frio, minha terra amada...” um dos versos presentes no hino do município de Cabo Frio. Dentro do tema estão divididos subtemas como: a vida do poeta e sua obra, as belezas naturais de Cabo Frio, assim como sua importância histórica e seus ícones histórico-culturais (monumentos).
Para participar, basta realizar a inscrição em um dos três pontos espalhados pelo município: Biblioteca Municipal Professor Walter Nogueira, Praça D. Pedro II – Centro; na Biblioteca Municipal de Tamoios, que funciona no Ginásio Poliesportivo João Augusto Teixeira Silva que fica à Rodovia Amaral Peixoto, Km 107, Tamoios, e no Centro Cultural Anderson Gigabyte, na Avenida Ézio Cardozo da Fonseca, ao lado da Subprefeitura do Jardim Esperança.
Mais informações sobre o Concurso e inscrições podem ser obtidas através do blog: www.cabofriominhaterraamada.blogspot.com.br ou através da Fanpage: www.facebook.com/PoetaVictorinoCarrico.
O Poeta - Victorino Carriço nasceu no dia 29 de julho de 1912, no Baixo Grande, e viveu a maior parte da sua vida em Arraial do Cabo, São Pedro da Aldeia e Cabo Frio. O compositor e poeta morreu em 20 de maio de 2003, de morte natural.
Entre as várias atividades que exerceu, foi membro fundador da Academia Cabofriense de Letras (e também seu presidente); presidente do Conselho Municipal de Cultura de Cabo Frio; Delegado da União Brasileira de Trovadores; membro da  União Brasileira de Trovadores, da  Casa do Poeta de São Paulo, da  Academia de Trovas do Rio Grande do Norte, da Associação Uruguaiense de Escritores e Editores - Rio Grande do Sul; membro do Instituto de Cultura Americana, da Academia Internacional de Heráldica Genealogia, da Academia de Letras de Uruguaiana e do Clube de Poesia de Uruguaiana – as três últimas no Rio Grande do Sul, além de ter sido o primeiro gerente de banco em Arraial do Cabo e o vereador mais votado de Cabo Frio.
Na verdade, nada disso o prendeu: ele gostava mesmo era de escrever e compor, e, entre suas composições, somam-se vários hinos, entre eles os de Cabo Frio, Arraial do Cabo e São Pedro da Aldeia. Aos 14 anos, compôs o hino do Colégio Sagrado Coração de Jesus.
Entre seus escritos, tem três livros publicados: “Mar e Amar”, “Vidas Mortas” e “Se voltares”, ambos de trovas, sonetos e poemas, que fazem parte do acervo da Biblioteca Walter Nogueira, em Cabo Frio, e estão disponíveis para pesquisa e empréstimo.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Tamoios (Cabo Frio)


Tamoios é o 2º Distrito de Cabo Frio, cidade do Estado do Rio de Janeiro.
O lugar recebeu este nome pois foi um dos últimos focos de resistência da Confederação dos Tamoios. Coonta-se que os Tamoios, aliados a franceses, lutaram ali durante muitos anos. Quando se renderam, o líder dos índios e o comandante das tropas francesas foram julgados e condenados a forca.
O distrito tem aproximadamente 56 mil habitantes.
Tamoios é responsável por 70% dos royalties que o municipio de Cabo Frio recebe pela exploração de petróleo em sua plataforma marítima. O distrito possui a maior usina de alcool do Brasil e é um importante centro de pesca.
O turismo também é muito desenvolvido devido às belas praias, rios navegáveis e reservas ambientais como a do Mico-leão-dourado e o Parque da Preguiça.

A Guerra de Cabo Frio (Tamoios)




A chamada "Guerra de Cabo Frio" aconteceu em 1575, quando o governador do Rio de Janeiro, Antônio Salema, reuniu poderoso exército com gente da região da Baía de Guanabara, São Vicente e Espírito Santo, apoiado por grande tropa tupiniquim catequizada. Os oficiais e soldados seguiram por terra e mar, tendo como objetivo liquidar o último bastião da Confederação dos Tamoios e acabar com o domínio francês que já durava vinte anos em Cabo Frio. O início destes conflitos aconteceu na região onde hoje é conhecida como Tamoios (referência aos índios que povoavam a região) onde hoje fica o 2º Distrito de Cabo Frio.
Após o cerco e a rendição da fortaleza francotamoia, dois franceses, um inglês e o pajé tupinambá foram enforcados, quinhentos guerreiros assassinados a sangue frio e aproximadamente 1500 índios escravizados. As tropas vencedoras ainda entraram pelo sertão, queimavam aldeias, mataram mais de dez mil índios e aprisionaram outros tantos. Os sobreviventes, refugiaram-se na Serra do Mar e Cabo Frio.

A baixada litorânea, de Macaé até Saquarema, devido a carnificina levada a efeito contra os índios, ficou transformada em um verdadeiro deserto humano, e somente movimentada com a passagem esporádica dos Goitacazes que incursionavam por estas terras a procura da caça e pesca. Embora os portugueses não tivessem colonizado Cabo Frio após o massacre de 1575, estabeleceram um bloqueio naval mais ou menos eficiente com base no município do Rio de Janeiro.
Mas, entre 1576 e 1615, com a perda da independência de Portugal para a Espanha o porto de Araruama voltou a ser frequentado por navios franceses, ingleses e holandeses em busca de pau-brasil, tornando-se também a base da pirataria contra embarcações portuguesas que procuravam dobrar o cabo. Depois de 1580, com a submissão de Portugal, a Espanha redobrou a presença destes navios que carregavam as bandeiras inimigas dos castelhanos.

Inicio da Urbanização

Foram construídos dois engenhos para a produção de aguardente em Araruama e erguida, pelos jesuítas, a Fazenda Campos Novos (Bairro de Tamoios), futuro estabelecimento agropecuário modelo e foco importante de colonização do atual Distrito de Tamoios. Inicialmente, a fazenda foi destinada a criação de gado para o abastecimento de açougues cariocas e de lavras de ouro das Minas Gerais.E na Praia da Rasa Bairro de Tamoios era aonde os Negros chegavam para trabalhar como escravos na Fazendo Modelo Imperial.

História Econômica e Social de Tamoios.

Tamoios já foi um dos maiores produtores de Laranja e Arroz do Brasil, e um importante pólo Pesqueiro no Estado, hoje Tamoios é responsável por 75% dos Royalties do Petróleo de Cabo Frio e maior produtor de Areia de construção do Estado, e tem uma das maiores Usina de Etanol do Brasil a AGRISA, com uma população de aproximadamente 60 mil habitante Tamoios tem uma comércio relativamente forte, não é mais, pois não existe incentivos, e boa parte do que consumido em Tamoios e Comprado no município de Rio das Ostras, que alias é lá que a população revolve seus problemas, como Bancos e compras de bens duráveis, pois a área urbana de Tamoios Fica a mais de 45 km de distância de Cabo Frio. 

Forte de São Mateus do Cabo Frio

Forte de São Mateus do Cabo Frio localiza-se numa ilhota rochosa na extremidade nordeste da atual praia do Forte, na cidade de Cabo Frio, no litoral norte do estado brasileiro do Rio de Janeiro.








O século XVII

Em 1617, o governador e capitão-mor da capitania do Rio de JaneiroConstantino Menelau (1615-1617), que considerava o Forte de Santo Inácio do Cabo Frioexcessivamente vulnerável, solicitou o seu desmantelamento e a construção de um novo forte para proteção da povoação de Santa Helena do Cabo Frio e da barra do canal da lagoa de Araruama (hoje canal do Itajuru). O Governador-geral do Brasil, D. Luís de Sousa (1617-1621), após consultar Lisboa, aprovou o projeto do Engenheiro-mor e dirigente das obras de fortificação do Brasil, Francisco de Frias da Mesquita (1603-1634), cuja traça definitiva data de 1617 (SILVA-NIGRA, 1945), e transferiu a responsabilidade das obras para o Capitão-mor de Cabo Frio, Estevão Gomes (1616-??), em 1618. Foi nessa conjuntura que ocorreu a transferência da primitiva povoação para o local do atual bairro da Passagem, rebatizada com o nome de Nossa Senhora da Assunção do Cabo Frio.
Uma carta do superior jesuíta do aldeamento indígena de São Pedro, enviada àquele governador do Brasil em 1620, revela que a nova fortificação do Cabo Frio já 
estava em funcionamento nesse ano. Nela, Estevão Gomes abrigava provisoriamente algumas dezenas de famílias de Tupiniquins que logo seriam transferidas para o aldeamento jesuíta de São Pedro do Cabo Frio, núcleo da atual cidade de São Pedro d'Aldeia.
Em um mapa anônimo de cerca de 1625 da "Terra de Cabo Frio", observa-se o forte velho (Forte de Santo Inácio) localizado junto ao porto da barra do canal da lagoa de Araruama, e o novo, próximo à praia, numa ilhota mais elevada a cavaleiro da barra. Acredita-se que o material de construção, o armamento e a guarnição tenham sido remanejados para o novo Forte de São Mateus. A nova estrutura, em alvenaria de pedra e cal, apresenta planta no formato de um polígono quadrangular irregular, com duas baterias à barbeta, uma guarita no vértice pelo lado do mar, e edificação para Quartel e Depósito no terrapleno pelo lado de terra. Esta edificação apresenta atualmente cinco compartimentos:
  • Casa do Comando
  • Quartel da Tropa
  • Cozinha
  • Casa da Pólvora
  • Cisterna (ou cela), em nível inferior
No contexto da reconquista de Angola (e seu mercado de escravos) aos neerlandesesSalvador Correia de Sá e Benevides retirou aartilharia e a guarnição do forte, deixando sem defesa os vinte e quatro moradores que permaneceram no Cabo Frio (1648). Em 1650, Estêvão Gomes reaparelhou-o para defesa da povoação, com os seus canhões servindo para sinalizar a passagem dos navios que iam para o Rio de Janeiro.

O século XVIII


Durante o século XVIII, o Forte de São Mateus estava artilhado com sete peças antecarga, de alma lisa: uma de calibre 12 libras, dois de 8 e quatro de 6, sendo que a maior parte achava-se arruinada ao final desse período. Encontra-se relacionado no "Mapa das Fortificações da cidade do Rio de Janeiro e suas vizinhanças", que integra as "Memórias Públicas e Econômicas da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro para uso do Vice-Rei Luiz de Vasconcellos, por observações curiosas dos anos de1779 até o de 1789" (RIHGB, Tomo XLVII, partes I e II, 1884. p. 34). Segundo o autor anônimo da "Memória Histórica (...) de 1797" a guarnição do forte compunha-se de "um oficial e sete soldados, destes um era de cavalaria e todos eram sujeitos às ordens de um Oficial do Terço, ou Regimento de Milícia de Cabo Frio" (BERANGER, 1993:64)

O século XIX
Em 1818, o naturalista Auguste de Saint-Hilaire descreveu o forte como uma "mesquinha casa a que é dado o nome pomposo de fortaleza". Estava "guardado por seis soldados da milícia, que se renovam de quinze em quinze dias, e são mandados por um simples cabo. Este é obrigado a dar aviso ao coronel do distrito, da entrada e da saída de embarcações que passam pelo ancoradouro". Vinte anos mais tarde, em1838, o forte era comandado pelo 1º Tenente Antônio Joaquim Gago (GARRIDO, 1940:103)
O Relatório do General Antônio Eliziário (Tenente-general graduado Antônio Elzeário de Miranda e Brito) de 1841, informa que esta fortificação conservava quatro peças em suas três faces, sendo instaladas mais quatro em uma bateria na praia dos Anjos(Bateria da Praia dos Anjos) em Arraial do Cabo, como defesa complementar (apud SOUZA, 1885:112). O Imperador D. Pedro II (1841-1889), ao visitar a cidade de Cabo Frio em 1847, inspecionou o forte "onde foi recebido com uma salva imperial de artilharia" e recepcionado pelo Tenente Francisco José da Silva. Encontra-se relacionada entre as defesas do setor Norte ("Fortificações de Cabo Frio") no "Mapa das Fortificações e Fortins do Município Neutro e Província do Rio de Janeiro" de 1863, no Arquivo Nacional (CASADEI, 1994/1995:70-71). Antes de ser deposto em 1889, o Imperador promoveu o rearmamento das fortalezas brasileiras, encomendando grande quantidade de peças de artilharia, entre elas, os cinco canhões de ferro de grosso calibre até hoje existentes nas suas dependências.
Do início do século XVIII ao final do século XIX, foram feitas algumas modificações na planta da fortificação, mas conservou-se o uso militar na defesa de Cabo Frio e seu porto - escoadouro da produção agrícola e extrativista regional para a capital do Rio de Janeiro. A partir de 1899, a edificação passou a ser utilizada pelas autoridades municipais como lazareto, abrigando os doentes terminais das graves epidemias que assolavam Cabo Frio à época.

Do século XX aos nossos dias


No século XX, sem manutenção, o Forte de São Mateus, abandonado, encontrava-se em ruínas ao final da década de 1930. A estrutura abrigou nesse período um farol, demolido em meados do século pelo risco de desabamento que apresentava.
De propriedade da União, o imóvel, o penedo em que se ergue e a ponta da praia num círculo de quinhentos metros de raio a partir do centro do forte encontram-se tombados pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional a partir de 1956, passando a ser administrados pela Prefeitura do Município de Cabo Frio. Nesse mesmo ano sofreu a primeira intervenção de restauro, sob a direção técnica do Professor Adail Bento Costa. Em foto da placa comemorativa dessa restauração pode-se ler:
"Forte de S. Matheus
Construído por Constantino de Menelau em 1616.
Restaurado pela Direção Técnica do Prof. Adail Bento Costa em 1957.
Sob os auspícios do Dr. Miguel Couto Filho Governador do Estado"
Com o aumento do turismo na região a partir da década seguinte, a FLUMITUR -Companhia de Turismo do Estado do Rio de Janeiro (depois TURISRIO) promoveu nova intervenção de restauro (1972), visando a instalação projetada de um museu. Esse projeto foi retomado a partir de 1977, na gestão do Prefeito José Bonifácio Ferreira Novellino, que criou um espaço cultural para exposição de artistas locais no Forte São Mateus, para o que lhe instalou luz e água, reparando o piso do caminho e construindo uma nova ponte de acesso. Entre 1983 e 1992, foram promovidas melhorias no seu entorno pelo governo do Prefeito Ivo Saldanha. Em 1989, com o apoio da Rede dePostos Itaipava foram restaurados os caibros do telhadoportasjanelasferrolhos echaves, num investimento total de NCz$ 36 mil (trinta e seis mil cruzeiros novos), sob a supervisão do Arquiteto Maximiliano Soutelinho da SPHAN. Nesse mesmo ano, procedeu-se o tombamento municipal do imóvel.
No início de 1993, durante a segunda administração do Prefeito José Bonifácio Ferreira Novellino encontrando-se o forte novamente semi-abandonado e bastante deteriorado, foi reafirmado o seu uso cultural. Com a aprovação e supervisão do Patrimônio Histórico, refez-se o telhado, substituíram-se e envernizaram-se as madeiras das portas e janelas, limpou-se, aterrou-se e nivelou-se o terrapleno, caiaram-se paredes,muralhas e guarita; retiraram-se acréscimos externos de cimento modernos, tendo-se melhorado a vigilância e limpeza do entorno.
Atualmente administrado pela Prefeitura Municipal de Cabo Frio, o forte recuperou sua vocação de espaço cultural e turístico, aberto de terça a domingo, das 9 às 19h.

Curiosidades

canhão atualmente à entrada do Clube de Regatas Flamengo pertenceu ao Forte de São Mateus, tendo sido removido da praia na década de 1950 como troféu por um grupo de ex-alunos do Colégio Nova Friburgo. Outro dos antigos canhões do forte pode ser visto ornamentando a praça central da cidade vizinha de São Pedro d'Aldeia









CABO FRIO: A COSTA DAS NAÇÕES GUERREIRAS



Os índios Tamoios e Goytacazes eram os senhores absolutos das terras que hoje formam o município de Cabo Frio e outras cidades da Região dos Lagos. Eram conhecidos por sua força e pela habilidade formidável de guerrear. Os Tamoios dominavam a região das lagunas e das enseadas, da extensão do município de Angra dos Reis até Cabo Frio. Os Goytacazes eram os senhores das planícies de restinga. Os domínios das duas tribos se estendiam para o interior. As duas nações cultivavam um grande ódio entre si, bem como lutavam contra os portugueses, mostrando-se irredutíveis e inconciliáveis em relação aos seus conquistadores. Sua boa relação com os franceses se deu pelo fato desses europeus estarem interessados apenas no comércio e não nas terras habitadas pelo indígenas.
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O MILAGRE DA
MULTIPLICAÇÃO DOS PEIXES
 A fartura de peixes na região de Cabo Frio impulsiona a indústria de pesca e incentiva muitos pescadores artesanais a retirarem do mar o sustento de suas famílias. Mas, a grande quantidade de peixes existente naquelas águas salvou a vida de muitas pessoas, literalmente. Em 3 de dezembro de 1830 a fragata Thetis partiu do Rio de Janeiro. Dois dias depois, em águas cabofrienses, foi lançada contra os rochedos e afundou, próximo a Ilha do Farol (que hoje pertence ao município de Arraial do Cabo).
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AS DOZE QUADRILHAS DO IMPERADOR
Não, não estamos dizendo que algum rei se especializou em fazer saques. As quadrilhas às quais nos referimos são festas que aconteciam na região na época do Imperador Pedro II. E foi o próprio Imperador, no auge dos seus 21 anos, em 1847, dançou a noite inteira e confirmou sua fama de festeiro, sempre ao lado de sua esposa, a Imperatriz D. Teresa Cristina. O monarca ainda teve tempo e fôlego para participar do grande baile organizado pela Câmara de Cabo Frio.
O FENÔMENO DA
RESSURGÊNCIA DAS ÁGUAS

 Cabo Frio experimenta o fenômeno da ressurgência das águas. O fenômeno é formado por correntes submarinas que nascem nas Ilhas Malvinas, próximas à Antártida, atravessam todo o Oceano Atlântico e chegam ao litoral de Cabo Frio, impulsionadas pelo vento nordeste. O fenômeno tem como características as águas geladas, muito salgadas e ricas em nutrientes. Não é incomum um pingüim aparecer perdido pelas águas da região. Devido ao fenômeno, outros animais marinhos, como baleias, peixes, crustáceos e moluscos também aparecem com freqüência no litoral de Cabo Frio.
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O SÍTIO-CEMITÉRIO DOS TAMOIOS
Há 43 anos, durante as escavações para a construção da sede náutica do Clube Tamoio, os operários tiveram um grande susto. Todos ficaram assustados com a grande quantidade de esqueletos que surgiam à medida que se perfurava o local para a instalação dos alicerces da construção. Um ano depois, em 1964, já com a lei de proteção aos sítios arqueológicos aprovada, o local passou a ser preservado, embora a obra da sede estivesse pronta.
O sítio foi registrado muito depois como Sítio Cemitério. Os arqueólogos que pesquisaram o local indicaram que ali ocorreu o grande massacre dos tamoios, em 1575. Os corpos sobrepostos em camadas naquele local, e a forma como os crânios estavam perfurados sugerem que eles morreram em um combate. A possibilidade de ter sido um leprosário também é muito pouco provável, pois os leprosos eram queimados quando morriam.
CRONOLOGIA
1504 – As primeiras investidas para o desbravamento do sertão brasileiro podem tomar como data inicial desse ano, quando Américo Vespúcio, seguido de trinta homens, varou o sertão de Cabo Frio por cerca de quarenta léguas.
1824 – Foi criada a primeira salina de Cabo Frio: a Perynas.
1847 – A cidade foi visitada pelo Imperador Pedro II, que ficou por lá durante três dias.
1985 – Cabo Frio perde um pedaço de terras por causa da emancipação de Arraial do Cabo.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

PARATY praias



Bela cidade colonial,considerada Patrimônio Histórico Nacional, preserva até hoje os seus inúmeros encantos naturais e arquitetônicos.

Passear pelo Centro Histórico de Paraty é entrar em outra época, onde o caminhar é vagaroso devido às pedras "pés-de-moleque" de suas ruas.

As construções de seus casarões e igrejas traduzem um estilo de época e os misteriosos símbolos maçônicos que enfeitam as suas paredes nos levam a imaginar como seria a vida no Brasil de antigamente. A proibição do tráfego de automóveis no Centro contribui para esta viagem pelo "Túnel do tempo".

A cidade foi fundada em 1667 em torno à Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, sua padroeira. Teve grande importância econômica devido aos engenhos de cana-de-açúcar (chegou a ter mais de 250), sendo considerada sinônimo de boa aguardente.

No século XVIII, destacou-se como importante porto por onde se escoava das Minas Gerais, o ouro e as pedras preciosas que embarcavam para Portugal. Porém, constantes investidas de piratas que se refugiavam em praias como Trindade, fizeram com que a rota do ouro fosse mudada, levando a cidade a um grande isolamento econômico.

Após a abertura da Estrada Paraty-Cunha,e principalmente, após a construção da Rodovia Rio-Santos na década de '70, Paraty torna-se pólo de turismo nacional e internacional, devido ao seu bom estado de conservação e graças às suas belezas naturais.

Em sua área encontram-se o Parque Nacional da Serra da Bocaina, a Área de Proteção Ambiental do Cairuçú, onde está a Vila da Trindade, a Reserva da Joatinga, e ainda, faz limite com o Parque Estadual da Serra do Mar. Ou seja, é Mata Atlântica por todo lado.


As Igrejas de Paraty

As Igrejas de Paraty
A história de Paraty carrega uma forte influência religiosa, especificamente católica, vinda de Portugal.
O Centro Histórico possui 4 igrejas, cada uma foi sendo destinada a uma camada da população: senhoras aristocratas, escravos,  homens pardos libertos, etc.
Esta influência se traduz não só na arquitetura, como também nas festas tradicionais que até hoje acontecem na cidade histórica de Paraty, como: Festa do Divino, Corpus Christi, Festa de Nossa Senhora dos Remédios, de Nossa Senhora do Rosário, etc.

Alambiques de Cachaça

Alambiques de Cachaça
Acredita-se que, a partir de 1600, a bebida tenha começado a ser alambicada em terras paratienses. E, mesmo sem ter sido pioneira na produção da aguardente de cana, Paraty - " quer pelas suas terras, quer pelas suas águas ou lenhas" ou ainda pelos segredos da própria alambicagem - foi a mais importante região produtora de pinga no Brasil Colônia. Não apenas na Corte como na Colônia, todos pediam uma dose de paraty quando desejavam uma simples aguardente.


A pinga produzida em Paraty fez tanta fama pela sua qualidade, segundo Monsenhor Pizarro e outros historiadores, que custava mais caro que todas as demais comercializadas no país; e sua importância sócio-econômica foi tão grande desde 1700 que acabou tendo seu próprio nome (Paraty) como sinônimo de aguardente até meados do século XX.

Dos mais de 100 alambiques de aguardente que funcionaram no município a partir de meados de 1700, a cidade conta hoje apenas com 7:

Cachaça Coqueiro
- Cachaça Corisco
- Cachaça Maria Izabel
Cachaça Paratiana e Mulatinha- Cachaça Pedra Branca
- Cachaça Maré Cheia
Cachaça Engenho D’Ouro
alambiques.pngA Indicação Geográfica - IG - constitui um instituto jurídico, previsto na nossa Lei da Propriedade Industrial, de 1996, que visa reconhecer e proteger o nome geográfico de pais, região ou localidade, que identifique algum produto ou serviço típico. Na Europa, existem mais de 3 mil produtos agropecuários com certificados de IG. No Brasil, a certificação é recente. A IG resulta na fidelização do consumidor, que saberá que, sob a etiqueta da Indicação Geográfica, vai encontrar um produto de qualidade e com características locais, peculiares a um determinado lugar. 
A IG realiza-se através de um registro junto ao INPI, que expede um Certificado específico. Entre nós, existem dois tipos de Indicação Geográfica: a Indicação de Procedência e a Denominação de Origem. São dois registros diversos, com implicações e conseqüências jurídicas e econômicas diferentes. A Indicação de Procedência traduz-se no "nome geográfico de país, cidade, região demarcada ou localidade de seu território, que se tenha tornado conhecido como centro de extração, produção ou fabricação de determinado produto ou de prestação de determinado serviço". Na embalagem do produto estará gravado "Indicação de Procedência". Já a Denominação de Origem se dá quando o nome geográfico de país, cidade, região demarcada ou localidade de seu território, designa produto ou serviço cujas qualidades ou características se devam exclusiva ou essencialmente ao meio geográfico, incluídos "fatores naturais e humanos".

O Certificado que a Cachaça de Paraty recebeu do INPI, em 2007, foi o de Indicação de Procedência, isto é, o direito exclusivo de somente as pingas fabricadas no município exibirem em seus rótulos a indicação: Cachaça de Paraty, seguida da expressão "Indicação de Procedência". Somente as cachaças fabricadas em Paraty poderão usar o nome geográfico "Paraty" em seus rótulos, quando se sabe que várias marcas de cachaça, em diversos Estados, usam o nome "paraty" para denominar cachaça .
No Brasil há apenas 6 produtos com o selo de Indicação de Procedência, sendo queParaty é a primeira cachaça brasileira a receber esta certificação




BEM-VINDO A TRINDADE - PARATY - RJ


Trindade é um dos destinos mais importantes do município de Paraty, no estado do Rio de Janeiro. 

Localizada a 30 km do trevo de Paraty, está situada dentro da Área de Proteção Ambiental do Cairuçu. 

Suas belíssimas praias, trilhas e cachoeiras recebem turistas do Brasil e do mundo.
 A vila de Trindade oferece muitas opções de hospedagem, compras e gastronomia, sempre mantendo um estilo rústico, característico do lugar. 

Cachoeiras de Paraty

Cachoeiras de Paraty
Alguns acidentes de relevo, bastante água e muita mata. Estes são os ingredientes necessários para se desenhar belas cachoeiras, como as que existem em Paraty. Algumas têm difícil acesso, mas a beleza que encontramos ao chegar, vale o esforço. Afinal de contas, não há nada melhor do que ... Lavar a alma

Praias de Paraty

Praias de Paraty
A abrigada baía Paraty possui próximo a 50 praias, sendo algumas com acesso por carro e muitas com acesso apenas por barco.
Especialmente estas últimas não só possuem uma natureza em estado quase selvagem,  mas preservam muito da ancentral cultura caiçara com seu artesanato, culinária e meios tradicionais de subsistência.
Vale a pena conhecer as belíssimas praias de Paraty!
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Parques e Reservas

Parques e Reservas
Paraty encontra-se em um ponto geográfico privilegiado no que se refere à ecologia. Em sua área estão:
>> Parque Nacional da Serra da Bocaina (Plano de Manejo)
>> Reserva Ecológica da Joatinga
>> APA do Cairuçú
>> Área de Lazer Paraty-Mirim
>> Área de Preservação Ambiental da Baía de Paraty
Além de fazer fronteira com o Parque Estadual da Serra do Mar

Aqui a natureza parece estar sempre em festa!!! A integração da fauna, flora, rios e mares é rica, exuberante e sempre interessante. No entanto, como sabemos, estes elementos estão cada vez mais sob ameaça. Por isso...Faça de seu passeio um exercício de observação, aprendizagem e preservação: não jogue lixo, não destrua, cultive uma atitude de silêncio e respeito pela natureza.



lhas de Paraty

Ilhas de Paraty
Cerca de 65 ilhas compõem o cenário idílico da Baía de Paraty.

É uma baía abrigada, de águas límpidas, que comnvida a um passeio de barco.

Pescaria e mergulho são atividades muito  frequentes em Paraty.

ilha duas irmãs










































































































































































































































































































































































































































































































































Ilha Duas Irmãs




Entre a Ilha Rasa e a Ilha da Bexiga, a 10 minutos do cais de Paraty. São duas pequenas formações rochosas a curta distância uma da outra, cobertas por bromélias. Possui pequena praia de areias brancas e finas, coalhada de pequenas conchas, banhada por mar calmo de águas esverdeadas, desaparecendo na maré alta. Seu entorno pedregoso constitui abrigo e refúgio para peixes e crustáceos, onde podem ser encontradas várias espécies marinhas como carapaus, peixes-agulhas, caranguejos, ostras e siris. No seu pequeno pomar delícias como goiabas, abacates, limões, cajús e açaís. Além da pequena e simples residência do caseiro, o proprietário da ilha, Sr. Luiz Molero de São Paulo, construiu 3 apartamentos de aluguel, com sala e banheiro privativo. Acesso marítimo pelo cais de Paraty.
Ilha Rasa
A Ilha Rasa oferece praia de águas claras e rasas, chalés, restaurante com culinária tipicamente caiçara, piscina natural, passeios de barco em embarcação própria além da exuberante natureza que envolve a ilha. Um paraíso a apenas 3 km do Cais de Paraty com translado todos os dias.


Praia Vermelha
Entre a Ponta Grossa de Paraty e a Ilha da Pescaria, na base do Morro da Conceição, a 60 minutos de Paraty. Divide com a Praia da Lula a condição de mais concorrida pelos saveiros em passeio. Larga faixa de areia banhada por ondas suaves, excelente para banho. A praia possui bar e chuveiro de água doce, aproveitando nascente próxima. Fica dentro de uma enseada abrigada, emoldurada por farta vegetação. À frente, as ilhas dos Ganchos e da Pescaria, ótimas para mergulho e pescaria. Acesso marítimo por Paraty ou Paraty-Mirim.
 Ilha do Catimbau
Pequena formação rochosa entre a Ponta Grossa de Paraty e a Ponta do Arpoador, em frente à Ilha Comprida, a 35 minutos de Paraty. Formada por grandes blocos de pedra, situada pouco acima da linha d’água, a 7 milhas náuticas do continente. Sua importância reside em seu estratégico posicionamento na rota da maioria dos saveiros que saem de Paraty. Possui exígua presença vegetal, que se resume a algumas pequenas árvores e uns poucos coqueiros. Constitui excelente pesqueiro artesanal, dotada de pequeno pier de atracação. Ótima para mergulhos, com visibilidade de até 15m. Pertence ao Sr. Pérsio Freire.

Praia da Lula
Entre a Praia Vermelha e a Praia da Conceição, na base do Morro da Conceição, a 60 minutos de barco de Paraty. É uma das praias mais procuradas pelos turistas, ponto de parada de saveiros. Praia de areia fofa e limpa, mar calmo, bom para banho. Nascentes com bicas brotam das pedras. Dela se avista a Ilha Comprida, a Ilha da Pescaria e a Ilha do Catimbau, que integram o circuito turístico marítimo paratiense. O camping, contudo, é proibido. Acesso por barco de Paraty-Mirim ou Paraty.

Ilha Comprida
Ao norte da Ilha do Catimbau, em frente ao Morro da Conceição, a 40 minutos do cais de Paraty. A presença de blocos de granito e extensos costões rochosos, frequentados por várias espécies de peixes, a tornam recomendável para mergulhos e pescarias. Disputa com a Ilha dos Côcos a condição de melhor pesqueiro da região, devido às suas águas límpidas e transparentes e sua populosa vida subaquática, com muitos cardumes coloridos e grandes formações de corais. Possui densa mata tropical com espaço reservado para pomar de frutíferas como laranjeiras, limoeiros, abacateiros, mangueiras, bananeiras, amoreiras, pitangueiras, pés de abacaxi e de maracujá. Pertence ao comerciante e hoteleiro Eduardo Pace Junior, proprietário da Pousada Antigona e dos saveiros Antigona, Tethys e Caminante.

Ilha do Algodão
Entre a Ponta do Arpoador e a Ponta da Cajaíba, a 45 minutos do cais de Paraty. É a maior ilha da Baía de Paraty, com altitude de 230m. Domínio da Mata Atlântica, com várias espécies nativas: araribás, louros, cedros, canelas, ipês, coqueiros e palmeiras, e povoada por pequenos animais: tatus, cotias, pacas, lagartos, preguiças e porco-do-mato. Excelente ponto para mergulho e pescaria. Nela vive comunidade pesqueira com igreja e escola rural, servida por 2 piers de atracação. Uma nascente supre as necessidades da ilha e abastece as embarcações que circulam pela região. Sua maior atração é o Restaurante do Hiltinho, especializado em peixes e frutos-do-mar.

Ilha da Cotia
Entre o Saco de Santa Cruz e o Saco da Preguiça, a 120 minutos do cais de Paraty. Foi usada, no passado, para comércio ilegal de ouro e tráfico de escravos. Os escravos fujões e revoltados eram acorrentados em gruta próxima, afogando-se com a subida da maré. Na ilha existe uma fazenda marinha de mexilhões, franqueada à visitação. É coberta por espécies nobres da Mata Atlântica: jacarandá, aroeira, guapuruvu, peroba, cedro e canela e povoada por capivaras, gambás, cotias, tatus e lagartos e vários tipos de aves: sabiás, tiês, trinca-ferros, maritacas e martim-pescadores. As belas praias de Dentro e de Fora são interligadas por trilhas.
Mamanguá
O acesso é de barco, e isso proporciona um belo passeio saindo de Paraty ou Paraty-Mirim que é mais próximo, cerca de 10 minutos de lancha ou 30 minutos de baleeira. O Saco do Mamanguá tem montanhas altas de ambos os lados e um mangue, cortado por vários rios de água doce, no fundo. Um dos passeios é navegar pelos riachos, observando caranguejos coloridos e vegetação típica de mangue e ao final encontrar uma piscina natural com uma pequena queda d’água.

Ilha dos Meros
Entre a Ponta do Arpoador e a Ponta da Cajaíba, em pleno mar aberto, a 120 minutos de Paraty. Cercada por extensos costões rochosos, com muitos blocos de pedra isolados, de vários tamanhos e formatos, entre os quais se refugiam peixes de toca e de passagem. Na Enseada da Ilha dos Meros podem ser vistos cardumes coloridos de peixes pelágicos e vários tipos de bancos de coral. Por tudo isso, constitui excelente local pesqueiro e de mergulho, com profundidades variadas de 4 a 20m, que podem ser alcançados com boa visibilidade e segurança. A ilha é revestida por intensa cobertura vegetal onde vivem pequenos animais silvestres, como lagartos e saracuras. Possui vários pontos de fácil ancoragem, mas sem praias ou cais de atracação. Integra o roteiro de vários saveiros que realizam passeios pela região.

Ilha Deserta
 Em frente à Ponta da Cajaíba, no início da Enseada do Pouso, a 90 minutos do cais de Paraty. O lajeado que caracteriza o atrativo constitui habitat natural de peixes de toca e pelágicos, transformando o local em excelente pesqueiro. Sua intensa vida submarina povoada por cardumes coloridos e a boa visibilidade das águas adjacentes, limpas, transparentes e de pouca profundidade, fizeram da ilha um concorrido ponto de mergulho, considerado um dos melhores da região. Existem restos de um naufrágio, distante apenas cerca de 100m para fora da ilha, situado a 30m de profundidade, perfeitamente acessível a mergulhadores experientes. Possui intensa cobertura vegetal. Acesso marítimo pelo cais de Paraty ou por Paraty-Mirim.

Praia Grande da Cajaíba
Entre a Ponta da Espia e a Praia Deserta, no interior da Enseada do Pouso, distante 17 milhas náuticas do cais de Paraty. A orla da praia atrai cardumes pelágicos e peixes. Praia de areias claras e águas agitadas, boas para banhos. Local muito procurado como ponto de mergulho, devido às águas límpidas e profundidade adequada. A cachoeira fica cerca de 400m da praia, acessível por trilha na mata. Acesso marítimo pelo cais de Paraty ou por Paraty-Mirim.

Praia de Ipanema (ou Itanema)

Praia tranqüila e com uma pequena comunidade. há um poço de água doce, ideal para se refrescar durante a caminhada até o Pouso da Cajaíba.


Pouso da Cajaíba
Devido a sua geografia privilegiada (apresenta fácil acesso para a maioria das praias da região) e águas calmas é o principal acesso dos barcos e turistas, lá existe uma vila com aproximadamente 200 moradores, tendo telefone público, padaria, mine mercado e vários bares a beira mar.


Praia Martim de Sá
Águas frias, transparentes e verdes, pois a vegetação em torno chega bem próximo da praia. Possui areias claras e finas. O Pico Cairuçu é avistado dessa praia. Currais de pesca no local.
Extensão :450 m.

Ponta Negra
Uma das praias mais bonitas de Paraty, selvagem e primitiva, cercada por vegetação de encosta, dentro dos limites da Área de Proteção Ambiental do Cairuçu; à esquerda, grandes blocos de pedra; à direita, pequeno riacho forma uma cachoeira; acesso via marítima em dias de mar calmo ou trilha estreita.

Praia do Sono
Há duas maneiras de chegar à praia: de barco (converse com os pescadores do cais ou Paraty Mirim sobre as condições de navegação e o preço. Lembre-se que é uma viagem longa em mar agitado…) ou pela trilha na pequena vila de Laranjeiras, onde pode-se chegar, também, de ônibus.
Águas transparentes e propícias a banhos. Possui densa vegetação da Serra do Mar na encosta. Na praia deságua o Rio do Sono, o que deu o nome da praia. Há presença de Currais de Pesca na enseada. Sua extensão é de 1,3Km. A Praia do Sono fica a 35 km ao sul de Paraty.  Fonte: Turisrio.

Como Chegar a Paraty

Como Chegar a Paraty
LEGENDAS DAS ESTRADAS:
1 - Imigrantes-Anchieta
2 - Mogi-Bertioga
3 - Ayrton Senna
4 - Carvalho Pinto
5 - Dutra
6 - Tamoios
7 - Oswaldo Cruz
8 - Paraty - Cunha (INTERDITADA!!!)
9 - Barra mansa - Angra dos Reis
10 - Rio-Santos


COMO CHEGAR DE SÃO PAULO A PARATY

Imigrantes-Anchieta / Rio-Santos

Ayrton Senna / Mogi-Bertioga / Rio-Santos
Dutra / Tamoios / Rio-Santos
Dutra / Oswaldo Cruz / Rio-Santos
Ayrton Senna / Carvalho Pinto / Guaratinguetá / Paraty

Dutra / Guaratinguetá / Cunha / Paraty ( PARATY-CUNHA INTERDITADA !!!)
Ayrton Senna / Carvalho Pinto / Barra Mansa - Angra / Rio-Santos
Dutra / Barra Mansa-Angra / Rio-Santos

COMO CHEGAR DO RIO DE JANEIRO A PARATY

Rio-Santos
Dutra / barra Mansa-Angra / Rio-Santos
Dutra / Guaratinguetá / Cunha / Paraty ( PARATY-CUNHA INTERDITADA !!!)