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segunda-feira, 16 de abril de 2012

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A fazenda de Campos Novos e sua história – séculos XVII e XVIII 


  
   Era o ano de 1630 quando os holandeses, movidos  pela cobiça, tentaram aportar nas 
praias do litoral de Cabo Frio. Aguardavam-nos colonos e jesuítas que, não obstante fossem 
tradicionais inimigos em disputas pelo controle das populações indígenas, desta vez estavam 
unidos para combater os invasores. Acompanhava os padres da Companhia de Jesus um pequeno 
exército de índios oriundos do aldeamento de São Pedro do Cabo Frio, dispostos a morrer na luta 
contra os apóstatas. Segundo os relatos que nos chegaram, cerca de duzentos holandeses 
desceram de suas embarcações na tentativa de ocupar a terra para obter o controle da extração de 
vegetais da mata atlântica que tivessem valor comercial na Europa, dentre eles, o mais conhecido 
deles, sem dúvida, era o pau-brasil.  
Em busca da madeira cor de brasa vieram também os ingleses em 1614, quando 
tentaram estabelecer uma feitoria na região. A ideia era carregar embarcações com o Pau-brasil 
contando para isto com o apoio dos índios Tamoios e Goitacases, inimigos dos portugueses 
estabelecidos na cidade do Rio de Janeiro. As autoridades locais ordenaram então, a Constantino 
de Menelau que estabelecesse na região um povoamento e que fosse criada uma fortaleza para 
impedir novas investidas estrangeiras. A fortaleza recebeu o nome de Santo Ignácio enquanto 
que a povoação foi denominada Santa Helena do Cabo  Frio. A situação na região estava tão 
pouco definida, que o próprio Constantino de Menelau era um dos que lucravam graças ao seu 
envolvimento com os traficantes estrangeiros.  Todavia, as coisas não saíram bem para ele, e 
quando se viu ludibriado pelo grupo, mudou de lado  e colaborou para que os mesmos fossem 
presos. De aliados dos inimigos, passou a ser o principal defensor da região para os interesses 
coloniais e obteve, logo depois, o cargo de Governador de Cabo Frio. Em 1616, o Jesuíta João 
Lobato, superior da Aldeia de índios de São Barnabé, foi encarregado de cumprir a ordem real de 
estabelecer um aldeamento na região para impedir novos ataques. A preocupação com a região 
era tanta, que enquanto o jesuíta escolhia o local  do aldeamento, em 20 de abril de 1617, o 
Capitão-Mor Martin de Sá, respondia uma carta do Rei Filipe II onde este lhe ordenava que 
descesse índios e os aldeasse em Cabo Frio. Ainda no ano de 1617, o aldeamento de São Pedro 
do Cabo Frio foi fundado com 500 índios vindos da Capitania do Espírito Santo, mais 
precisamente, do aldeamento da Reritiba (Anchieta)  na localidade escolhida pelo religioso de 
São Barnabé, ou seja, em Jucuruna. 
Depois de algumas tentativas frustradas em se estabelecer núcleos populacionais estáveis 
e em função de muitos problemas, no ano de 1630 esta região foi incorporada à Coroa e a 
capitania passou a ser denominada de Paraíba do Sul. As autoridades reiniciaram uma nova 
distribuição de sesmarias tanto para as ordens religiosas quanto para particulares. A idéia era 
aumentar o povoamento através do estabelecimento de fazendas, aldeamentos e vilas. Todavia, 
rapidamente, violentos conflitos pela posse da terra irromperam na região.

 Os jesuítas não 
perderam tempo e prontamente tiraram proveito da instabilidade local. Neste mesmo ano, talvez 
para não perderem o impacto da escaramuça vencida pelos índios do aldeamento sobre os 
holandeses, o Reverendo padre Francisco Fernandes, Reitor do Colégio dos Jesuítas do Rio de 
Janeiro escreveu uma petição ao rei suplicando que fossem concedidas mais terras para que com 
elas os religiosos jesuítas pudessem aldear mais índios e consequentemente, manter a região cada 
vez mais protegida. Lembrava ao rei que sem os índios que comandavam e que só obedeciam a 
eles, a entrada de povos invasores ficaria muito fácil na área, uma vez que era longe da cidade do 
Rio de Janeiro e contava com enseadas de fácil acesso.  A solução seria então, o aldeamento de 
mais nativos e a transformação deles em súditos reais. Sempre sob os cuidados espirituais deles, 
jesuítas. Os índios que comporiam este novo aldeamento, segundo o jesuíta, seriam provenientes

do Aldeamento de São Pedro do Cabo Frio e outros vindos da capitania do Espírito Santo. O 
governador deu despacho favorável a seus pedidos.

  
Assim, neste ano de 1630, os jesuítas se estabeleceram em terras que ocupavam 
grande parte da área que hoje é conhecida como Região dos Lagos. Eles possuíam ou 
administravam em nome dos índios a sesmaria do aldeamento de São Pedro do Cabo Frio, mais 
duas localizadas em Iguna e na Ponta de Búzios, as  terras onde estabeleceram a Fazenda de 
Campos Novos, a de Santa Anna, em Macaé e a maior de todas, a de Campos dos Goytacazes. 
  
Atualmente, a Região dos Lagos é uma importante área de turismo do Estado do Rio de janeiro, 
mas no século XVII e seguinte, sua importância estava ligada a posição geográfica e a sua 
formação litorânea. Era uma área próxima o suficiente da cidade do Rio de Janeiro, com praias 
que permitiam o desembarque de embarcações estrangeiras, abrigava grupos de índios hostis ao 
projeto colonial português e que comercializavam com os inimigos da Coroa. Os objetivos 
principais das autoridades para esta região eram o estabelecimento de vilas e povoados capazes 
de abrigar pessoas que pudessem desbaratar os contatos travados entre os estrangeiros e os 
indígenas. Estes últimos deveriam ser pacificados, aldeados e transformados em súditos da Coroa 
Portuguesa, ou seja, aliados ou então, caso não aceitassem nenhuma destas possibilidades 
deveriam ser exterminados.  
As grandes extensões de terras ocupadas pelos jesuítas nesta região provocaram 
inúmeros conflitos. Alguns nos meios legais e outros resolvidos nas escaramuças do dia-a-dia. 
Seja como for, o fato é que “Nestas terras, submetidas à administração do Colégio do Rio de 
Janeiro, os missionários investiram na construção de fazendas que davam suporte à missão... as 
fazendas relacionam-se diretamente com o papel que  os missionários jesuítas tiveram na 
conquista territorial da América”.
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  Na verdade, a presença jesuíta na América se fazia por meio 
do tripé colégio-aldeamento-fazenda. Nesse caso, o colégio é o do Rio de janeiro, incrustado de 
modo imponente no alto do extinto morro do Castelo, centro da cidade do Rio; o aldeamento era 
o de São Pedro do Cabo Frio e a fazenda, dentre outras pertencentes aos padres da Companhia de 
Jesus na região, vamos nos ater apenas a sesmaria onde os jesuítas estabeleceram a fazenda de 
Campos Novos.      
A fazenda de Campos Novos 
Embora a sesmaria tenha sido doada aos padres inacianos em 1630, eles só 
começaram a levantar a fazenda no final do século.  Provavelmente a fazenda surgiu de 
queimadas para facilitar a derrubada da mata nativa e dar lugar a gramíneas que serviriam de 
pastagem e a chamaram-na de Campos Novos para diferenciá-la da fazenda de Campos dos 
Goitacazes. A igreja estabelecida no local foi consagrada a Santo Inácio, militar espanhol 
canonizado em 1622 e fundador da Companhia de Jesus. Esta possuía um altar central e nele 
estava colocada a imagem do dileto fundador, cuja lenda reza guardou a carta deixada pelos 
jesuítas doando a fazenda aos moradores locais. Nos altares laterais estavam colocadas as 
imagens de Nossa Senhora da Conceição com o menino Jesus, de São José e de outros santos ou 
santas. Além dos crucifixos, objetos sagrados e de  uma “pia batismal de pedra mármore 
movediça”, também havia grande quantidade de roupas para as imagens e para os celebrantes 
dos ofícios religiosos, bem como várias toalhas, alfaias sagradas e cortinas de tecidos e cores 
variadas. 

Do ponto de vista econômico, sua produção, como era peculiar às fazendas jesuíticas, 
era voltada principalmente para a criação de gado e alimentos.  Mas também havia uma grande

 exploração econômica de madeiras, retiradas de suas matas e enviadas para o Rio de Janeiro. Em 
1707 a fazenda possuía cerca de 1.500 cabeças de gado e em meados deste mesmo século este 
número não havia sofrido considerável mudança. Em 1721, o padre Antonio Cardozo, prepósito 
da província do Brasil, estava em Lisboa e foi intimado a prestar algumas informações sobre as 
questões fundiárias nesta região. Por suas informações fica-se sabendo que de acordo com o 
padre, as terras de campos Novos eram “alagadiças e inúteis na maior parte para a lavoura”.

No entanto, a Ordem era dotada de espírito empreendedor e de vários membros com 
elevado grau de conhecimento técnico em várias áreas do conhecimento, como a hidráulica, por 
exemplo. Talvez pela experiência obtida em Santa Cruz, uma outra fazenda de terras alagadiças e 
não muito distante de Campos Novos, onde foram feitas várias obras de drenagem e contenção 
de fluxos de água, os padres estavam aptos a mudar  a situação da propriedade. Alguns anos 
depois, iniciaram obras de drenagem de lagoas e abriu-se um canal para escoar a produção da 
fazenda, tal como em Santa Cruz. Em 1726, o governador do Rio de janeiro, Luiz Vaía Monteiro 
apresentava esta obra feita pelos inacianos como um modelo a ser seguido em uma situação 
parecida na cidade carioca.

  
De acordo com Serafim Leite, citando informação prestada por algum jesuíta que 
esteve na fazenda, em 1741 ela ainda “não tinha chegado a última perfeição, mas nos seus 
vastíssimos campos poderiam pastar mais de 20.000 cabeças de gado.” 

 Estas previsões 
otimistas nunca chegaram a se concretizar. Em 1759, quando se encerra a fase jesuítica da 
fazenda, havia 1367 cabeças de gado e 19 gansos distribuídos em nove currais. Alguns anos 
depois, em 1775 houve uma sensível diminuição: havia apenas 1159 cabeças de gado 
distribuídas por oito currais. 
A história da fazenda de Campos Novos está intimamente ligada à história da ordem 
jesuíta no Brasil, desse modo, um dos grandes marcos na história da fazenda é dado quando a 
política pombalina de eliminação dos inacianos tem seu êxito. No ano de 1759, Pombal decretou 
a expulsão dos jesuítas de todo o Império português e o subseqüente seqüestro dos seus bens. De 
fato, este seria o primeiro passo no caminho da extinção total da ordem. Uma vez que os jesuítas 
foram forçados a abandonar suas posses, houve a necessidade de que elas passassem por um 
processo de inventário e avaliação, a fim de determinar quanto a Coroa poderia auferir com a 
venda destas em leilão.  
Cada braça de terra foi avaliada em quinhentos réis e sua avaliação final foi da ordem 
de seis contos, setecentos e cinqüenta mil reis. No dia 13 de outubro de 1778 as terras e tudo 
mais que pertencia à fazenda foi arrematado pelo negociante que vivia na Praia de Dom Manuel, 
na cidade do Rio de Janeiro, Manoel Pereira Gonçalves, por 24:518$420 (vinte quatro contos, 
quinhentos e dezoito mil e quatrocentos e vinte reis). Estavam incluídos na transação os imóveis, 
as ferramentas, o gado, as plantações e os cativos.

   
 Existe pouca documentação disponível sobre esta fazenda e sobre seu cotidiano. 
Depois de Serafim Leite, que realizou uma gigantesca análise sobre as atividades econômicas 
dos jesuítas no Brasil buscando demonstrar que os bens materiais pertencentes à Ordem eram 
essenciais para a manutenção do projeto catequético e, portanto, colonial, a maior parte dos 
autores que de uma forma ou outra tratou sobre estas terras o fizeram com base em seus escritos. 
Se sobre o período em que a fazenda foi administrada pelos jesuítas há uma escassa 
documentação, a situação muda um pouco quando se busca conhecê-la no período posterior a 
expulsão dos religiosos. Com a ordem expulsa, realizado o confisco de todos os bens e elaborada 
a série de documentos para averiguar quais seriam estes bens, a partir de 1759 tem início a 
produção de alguns documentos que permitem inferir  – pelo menos em parte- como era o 
cotidiano nesta e em outras fazendas que pertenciam aos inacianos.  Tratam-se dos inventários e 
autos de seqüestros.  
Através destes inventários é possível identificar uma série de características das 
propriedades e de sua mão-de-obra. As terras foram  medidas e avaliadas de acordo com a 
qualidade, o tamanho e a produção agrícola e animal que eram capazes de gerar. Além disto, 
entraram nos inventários e nas avaliações, as ferrarias, as carpintarias, os materiais de cobre e 
prata, as casas de vivendas, as casas de caldeira e de purgar, as casas de fazer aguardente, enfim, 
qualquer serventia que fosse encontrada. As avaliações das fazendas e dos engenhos dependeram 
muito das condições em que estavam as terras, a produção, os bens e os cativos. Os bens das 
igrejas foram listados na maior parte das vezes, mas não entraram no cômputo geral dos 
inventários porque segundo as normas, tais bens pertenciam ao povo que utilizava a igreja.  
Para esta fazenda em especial, há dois inventários. Um foi feito imediatamente após 
a ordem de expulsão. O documento é datado de 22 de novembro de 1759 e o segundo conjunto 
documental é de 30 de junho de 1775. Há, portanto, um espaço de 12 anos entre um e outro. 
Tempo suficiente para que algumas mudanças pudessem ser sentidas na fazenda.   
Tabela n. 1 – Famílias cativas da fazenda de Campos Novos 
Tipologia 1759 1775 
Famílias Nucleares 38 (65%) 59 (73,5%) 
Viúvas 15 (26%) 11 (14%) 
Viúvos 5 (9%) 2 (2,5%) 
Famílias com 3 gerações 0   2 (2,5%) 
Famílias só com a mãe 0 6 (7,55%) 
Totais 58 (100%) 80 (100%) 
Um dos quesitos de maior destaque nestes inventários, e o de Campos Novos não 
foge a regra, é a questão da escravaria. Os cativos são sempre apresentados formando famílias 
nucleares. Cada indivíduo recebe um valor de acordo com suas características físicas, idade, 
sexo, ocupação ou aptidão. Na fazenda Campos Novos em 1759 havia 188 escravos. Destes, 92 eram do sexo masculino (48,94%) e 96 (51,06%) eram do sexo feminino

Este total de menos de 
200 escravos estava distribuído em 50 senzalas, dando uma média de menos de quatro cativos 
por senzala. 
No inventário de 1775, estes números são um pouco diferentes. No espaço de 12 
anos entre um inventário e outro nasceram cerca de 11 a 12 crianças anualmente. O número total 
de cativos havia subido para 323 cativos: 150 homens (46,44%) e 173 mulheres (53,56%), 
distribuídos por 53 senzalas cobertas de palha velha. Estas mudanças na população elevaram a 
média de moradores para pouco mais de seis por senzala.  Parece que, além da moradia, a saída 
dos religiosos interferiu na organização das famílias. Em primeiro lugar, os casais continuaram 
tendo seus filhos, mesmo que não soubessem exatamente o que iria acontecer com suas vidas.  
Mas mais do que isso, a organização familiar tornou-se mais complexa, apareceram 
no inventário duas famílias com mais de duas gerações e encontram-se seis mulheres que 
Estavam a criar seus rebentos sozinhas, algo que não apareceu no primeiro inventário. Todavia, 
destas, três casos eram de pais que haviam fugido e estavam na cidade ou em quilombos na 
região. Os outros três casos os pais não puderam ser identificados, mas em todos as crianças 
eram menores de 10 anos. Portanto, já nasceram sem a presença dos jesuítas.       
O percentual de viúvos caiu para menos de um terço e o de viúvas reduziu quase pela 
metade, o que significa que as segundas núpcias estavam sendo mais efetuadas. Ao se comparar 
o que se viu na vida dos escravos de Campos Novos com o que se sucedeu aos cativos da 
fazenda de São Cristóvão, que foram todos vendidos em praça pública no Rio de Janeiro e suas 
famílias, destroçadas, parece que os escravos de Campos Novos preferiram acreditar que 
continuariam na fazenda assim como os escravos de Santa Cruz ou da fazenda mais próxima, de 
Santa Anna de Macaé que seria vendida apenas no ano seguinte.  
Comparando os dois inventários, é possível perceber alguns dados interessantes com 
relação à formação destas famílias cativas e também os limites deste tipo de fonte. Um exemplo 
claro disto é a própria organização dos dados. No inventário de 1759 as famílias foram arroladas 
na seguinte ordem: primeiro, os casais, depois os viúvos seguidos das viúvas. Os rapazes de serviço e as raparigas vieram depois e foram seguidos pelas crianças masculinas e as femininas. 
No caso das crianças houve a preocupação em listar um de seus pais. Ao cruzar com a listagem 
dos casais, pode-se formar as famílias. Entretanto, no caso das raparigas e dos rapazes não há 
como relacionar todos com os casais. Apenas alguns  nomes puderam ser identificados como 
filhos ou filhas destes.  
No inventário de 1775, as famílias foram arroladas juntas. Isto facilitou a percepção 
sobre sua organização. Pelos dados do inventário de 1759 não é possível afirmar que não 
houvesse casos de famílias com três gerações, mas isto somente fica muito claro no seguinte. Por 
ele, identifica-se que em algumas famílias começaram a nascer crianças sem que as mães fossem 
legalmente casadas e sem que o nome do pai aparecesse de alguma forma. Este é o caso da 
família de Manoel Trindade casado com Barbara Vieira, uma escrava aleijada do braço esquerdo. 
O casal possuía oito filhos com idades variando de vinte e cinco anos a uma criança de peito. A 
filha mais velha, Andreza aparece listada com duas crianças. Uma de cinco anos e outra de dois 
anos e meio. Pode ser que fossem frutos de uma relação não oficial, uma vez que os padres já 
não estavam na fazenda.  
Concluindo, pode-se afirmar que através da análise  do inventário desta fazenda, é 
possível conhecer um pouco mais sobre o processo de ocupação do litoral norte fluminense e o 
desenrolar das relações socioeconômicas entre agentes históricos de diferentes categorias sociais. 
Tratando-se de uma área importante do ponto de vista estratégico, esta análise contribui na 
composição do mosaico que constitui o processo de formação da capitania do Rio de Janeiro no 
qual os jesuítas, seus índios e seus escravos tiveram papel decisivo.







   

geoparque sera na fazenda campos novos e ganhara um museu 






Reprodução Internet
Litoral fluminense poderá ganhar projeto de geoparque
O governo do Rio de Janeiro vai pleitear na Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) a criação do Geoparque Costões e Lagunas que abrangerá 15 municípios do litoral fluminense, de Maricá, na região metropolitana, até São João da Barra, no norte fluminense.
O projeto, se aprovado, dará ao país o segundo geoparque das Américas e o 78ª do mundo. O Geoparque de Araripe foi criado em 2006, no Ceará. Os estados de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul também já apresentaram propostas e pleiteiam o selo, que garante reconhecimento mundial, por meio de uma rede global, estimulando o turismo científico e cultural.
O projeto será apresentado à Unesco em setembro, e a chancela, se concedida, ocorrerá em um prazo de seis meses a um ano, como explicou à Agência Brasil a diretora de Mineração e Meio Ambiente do Departamento de Recursos Minerais (DRM) do estado, Débora Toci.
“O fundamental da iniciativa na Unesco é a demonstração de que há toda uma preocupação ambiental, mas inserida também na própria população de que preservar os pontos de interesse, sejam geológico ou histórico, é bom para ela mesma. Desde a importância da biodiversidade que a região tem, passando pela relevância de sua geologia, arqueologia até a relevância histórica”, disse.
Segundo informações do governo do estado, a sede do geoparque ficará na Fazenda Campos Novos, em Cabo Frio, na Região dos Lagos, e prevê a construção de um museu para reunir objetos e documentos que relatem a história e a relevância científica dos 104 sítios já mapeados.

RIQUEZAS NATURAIS DARÃO AO RIO SEGUNDO GEOPARQUE DAS AMÉRICAS


DRM apresentará à Unesco projeto de criação da unidade, que abrange 15 municípios do litoral

A geologia complexa do Rio de Janeiro, que tem características distintas do restante do país, vai conceder mais um benefício ambiental para o Estado. Em setembro, o Departamento de Recursos Minerais (DRM) apresentará à Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) o projeto Geoparque Costões e Lagunas, que visa a criação do segundo geoparque das Américas, com abrangência de 15 municípios do litoral fluminense, de Maricá a São João da Barra.

Segundo a diretora de Mineração e Meio Ambiente do DRM, Debora Toci, o conceito é novo no Brasil. Para dar a chancela, a Unesco leva em consideração quesitos como biodiversidade, clima, importância científica, histórica e turística e o patrimônio cultural da região. Atualmente, existem 77 geoparques no mundo e o único latino-americano, o Araripe, foi criado em 2006 no Ceará. Os estados de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul já apresentaram propostas e pleiteiam o selo, que garante reconhecimento mundial, através de uma rede global, estimulando o turismo científico e cultural.

– A nossa intenção é levar à população o conceito de que a geologia, arqueologia e ação do homem têm papel relevante para a humanidade. É preciso preservar essa cultura e melhorá-la, transformando esses locais em pontos turísticos. O conceito de geoparque vem ao encontro da ideia de trazer desenvolvimento voltado à vocação da região, explorando não só o turismo, mas outras atividades que gerem renda à população e incentivem a criação de empregos, sem perder o enfoque da conservação – afirma Débora.

A sede ficará na Fazenda Campos Novos, em Cabo Frio, e prevê a construção de um museu para reunir objetos e documentos que contem a história e relevância científica dos 104 geossítios já mapeados, unidades de conservação e outros recursos naturais envolvidos. Estão previstas atividades de educação ambiental e conscientização da população, a criação de novas trilhas ecológicas e atrações turísticas. Débora ressalta que os representantes das cidades envolvidas têm participação ativa nas audiências públicas e palestras promovidas pelo DRM.

– Queremos valorizar a riqueza do território fluminense e promover uma programação pedagógica contínua, convocando também a população a participar. A grande sacada do projeto é mostrar que o desenvolvimento econômico e sustentável das regiões do Rio de Janeiro é possível – avalia a diretora.

O projeto, que já envolve mais de 40 instituições públicas e privadas como as universidades Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e de Zurique, na Alemanha, teve início a partir do projeto Caminhos Geológicos, que inclui o trajeto percorrido pelo naturalista Charles Darwin em 1832. O objetivo é divulgar a origem dos monumentos geológicos do Estado e garantir sua preservação, através da identificação por placas e a realização de atividades educativas que usam os painéis como material didático. Desde 2011, 97 pontos já receberam a intervenção. No circuito, há 40 sítios sinalizados.












   

Um comentário:

  1. Gostei muito do seu conteudo,pois pouco se sabe da historia de Tamoios e poucas pessoas se interessam,infelizmente.

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